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Como lidar com tempo e dinheiro? E o que isso tem a ver com inglês?

Semana passada eu coloquei no ar o primeiro vídeo da Seriously pro YouTube: 5 coisas que você precisa saber para se organizar melhor. Você já viu? Se não, dá uma olhadinha, porque hoje o assunto aqui vai seguir a mesma linha.

Você sabia que o modo como nós lidamos com tempo e dinheiro vem de muito antes de sabermos o que eles são? São dois fatores que precisam ser administrados com muito cuidado e atenção, por isso, quase sempre se tornam um problema na nossa vida. Por que você não começa aquele seu projeto? Por que não vai fazer aquela viagem que faz tanto tempo que quer fazer? Por que não começa a estudar o idioma X, que você sabe que precisa ter pra ser promovido? Aposto que todas as suas respostas envolvem alguma variação de “não tenho tempo” ou “não tenho dinheiro”.

Acertei?

Mas, e se eu te disser que essa resposta foi praticamente programada nas nossas cabeça pelas pessoas que nos criaram? Estranho, né? Mas pensa só; muitas e muitas vezes, a falta de tempo/dinheiro é apenas falta de organização. Mas isso gera uma frustração tão grande na nossa vida, que começamos a repetir frases que ouvimos desde sempre, como: “dinheiro não dá em árvore”, “dinheiro é sujo”, “eu não c*go dinheiro”, “eu não sei lidar com grana”, “o dia só tem 24 horas”, “queria um dia com 30 horas”, “só uma horinha a mais no dia seria o suficiente pra eu conseguir fazer tudo que eu quero”, “o que você faz da meia-noite às 6?” etc., etc., etc.

Todas essas frases populares carregam uma conotação bem negativa, né não? E pensando em Brasil, independente de qual seja a nossa realidade, acabamos virando refém delas. Antes mesmo de começarmos no nosso primeiro emprego, já estamos as repetindo, como se tivéssemos anos e anos de experiência de vida. Pior, já começamos correndo atrás de um prejuízo pré-programado!

Agora, veja bem, a culpa não é dos nossos pais, ou dos pais deles, ou dos pais deles. Na verdade, não tem sentido procurar alguém pra culpar, porque estamos falando de um ciclo, e não vamos chegar a lugar algum procurando o começo dele. O que podemos fazer é nos esforçar pra quebrá-lo. E, olha, como é difícil! É como perder um hábito que está tão enraizado que nós nem percebemos que temos. Como começamos, então? Aos poucos.

Tempo

No vídeo sobre organização eu bati muito na tecla do autoconhecimento: você precisa se conhecer, e saber mais ou menos como o seu cérebro funciona, pra poder saber quais técnicas de planejamento funcionam ou não com você. Se você ainda não viu o vídeo, acredite em mim; por mais famosa que a técnica seja, se ela não for o que você precisa, ela só vai te atrapalhar. Ah, mas ela está “transformando a vida de milhares de pessoas”. Whatever, meu amor. Lembra do que sua mãe te falava quando você era adolescente? Você não é todo mundo.

E como você faz pra descobrir quem você é e como o seu cérebro funciona? Experimente. Faça uma espécie de trial sempre que for testar algo novo; você consegue se adaptar facilmente? Atrapalha mais do que ajuda? Dói mais do que ajuda? Lembre-se que doer um pouco faz parte, mas se a dor for insuportável, se estiver atrapalhando demais, se você estiver se sentindo mal porque a parada não está funcionando com você… amigo, parte pra outra. Com o tempo começamos a perceber padrões e é aí que o autoconhecimento vem.

Dinheiro

Algumas pessoas são de exatas, outras são de humanas, concordo plenamente! Mas também existem os que estão no meio (oi!); e não venha me falar que quem não é de exatas não tem talento pra administrar grana. É tudo uma questão de desenvolvimento de habilidades. Primeiro de tudo, você precisa saber de onde o seu dinheiro está vindo e para onde ele está indo, concorda? Pra isso, qualquer tabela de excel ou aplicativo de controle financeiro te ajuda, desde que você tenha a disciplina de fornecer os dados com regularidade (de novo, construção de hábito). Vendo toda a sua movimentação financeira na sua frente, fica muito mais fácil tomar decisões, procurar saber mais sobre investimentos, saber o que precisa ser cortado e onde você pode se dar ao luxo de gastar mais, etc.

O que ajuda é o modo como você pensa sobre dinheiro. Não é sujo, não é feio, não é coisa do demônio, é simplesmente uma moeda de troca que você deve decidir como e quando usar. O que funciona comigo (que sou praticamente movida por desafios) é pensar na minha vida financeira como se fosse um jogo. Dessa forma, se eu fizer caquinha em um mês, o mês seguinte está aí, e eu posso recomeçar. Entendeu o segredo? Eu sempre posso recomeçar. Acredite em mim, por mais fraco que você esteja nesse jogo, é como se você tivesse vidas infinitas.

E o que isso tem a ver com inglês?

De novo, tudo! Estudar inglês requer tempo e, muitas vezes, dinheiro. Organização e planejamento de tempo e dindim são super essenciais pra você poder começar e, mais importante, continuar estudando. E como eu levo autoconhecimento e autonomia muito a sério em tudo que faço, tem alguns testes que todos os meus alunos precisam fazer quando começam o curso comigo: Estilo de Aprendizagem, Perfil Comportamental, Inteligência Emocional, Tríade do Tempo e Como lido com $$. São testes que vêm do processo de Coaching de Idiomas e que revelam mais sobre a nossa personalidade do que horóscopo. Não tem como não fazer.

Fez sentido pra você? Então, te convido a repensar sua relação com tempo e dinheiro. Conta pra mim, qual mudança você já identificou que precisa ser feita?

Com muito amor e vibes positivas,

Preciso me livrar do meu sotaque?

Hoje em dia, o número de pessoas que fala inglês como uma segunda língua ou como língua estrangeira já é maior que o número de falantes nativos. Não há duvidas de que o inglês está se tornando (e para alguns já é) a nossa língua universal. E digo isso sem querer entrar no mérito de ser coisa boa ou não; é um fato: falar inglês não é mais um plus no seu currículo, é básico, principalmente em um país em desenvolvimento como o nosso. Mesmo assim, a maior parte da população brasileira ainda não fala inglês (ou qualquer idioma além do português), ou sofre em um loop eterno de verbo to be em cursinhos variados.

Não queremos passar vergonha

Na minha experiência como professora, eu já dei aula para todos os tipos de alunos. Desde crianças, que aprendem com os pés nas costas e não tem sotaque nenhum, até uma senhora de mais de 60 anos de idade, que só queria falar porque tinha uma parte da família morando em Orlando e talvez (um talvez enorme) ela viajaria para encontrá-los. Ela foi uma das alunas com mais dificuldade que eu já tive, mas uma das mais aplicadas, que mais dava valor para o que aprendia. Até onde eu sei, ela nunca pode ir para Orlando. Pensando nos brasileiros, e até na América Latina como um todo (porque eu tenho alunos argentinos, paraguaios, colombianos etc, e consigo enxergar um padrão), eu vejo que existe uma questão de autoestima que nos atrapalha pra caramba. Nós não queremos passar vergonha. Queremos falar exatamente como nossos chefes, atores, cantores e amigos americanos e canadenses falam. E, mesmo quando percebemos que não precisamos perder o nosso sotaque (o que geralmente acontece quando falamos com indianos, franceses, russos, chineses etc), alguma coisa dentro da gente ainda nos impede de acreditar. Isso acontece com os que não sabem falar (e nem tentam aprender, porque já acham que não vão conseguir), os que sabem (e se batem para imitar os nativos), e também com professores, que se julgam piores que outros por serem brasileiros.

Diferença cultural

Antes que você se sinta mal: é uma coisa cultural. Nós, latinos, tendemos à formalidade quando falamos com alguém em um contexto mais sério, temos medo de não sermos bem compreendidos (em qualquer idioma), e por isso sentimos a necessidade de contextualizar tudo. Nessa vibe, deixamos de ser diretos, achando que objetividade é sinônimo de grosseria. Aí está a principal diferença cultural entre países latinos e países falantes da língua inglesa, e um dos principais motivos pelos quais somos tão preocupados com sotaque.

Vem cá, você já ouviu um indiano, um russo, um chinês, um francês falando inglês? Mais do que sotaque, você já reparou que eles não parecem se preocupar tanto se estão falando bem ou não? É porque, em geral, realmente não se preocupam. Se a mensagem é passada, se a comunicação existe, está tudo bem. E, muita gente não acredita, mas, a menos que o seu interlocutor seja professor/a em horário de trabalho, ele não vai te corrigir se você falar algo errado. Por isso, eu te peço com todo carinho, desencane de perder seu sotaque. Seja ele brasileiro, argentino ou colombiano, deixe que adicione na mistura cultural maravilhosa que é a dos falantes de inglês como língua estrangeira. E, a menos que você tenha um bom motivo para escolher entre um ou outro, não se mate tentando falar como um britânico, se o inglês americano te vem com mais naturalidade (e vice versa!). Não tem essa de “o inglês britânico parece ser o certo.” É tudo inglês! Aposto que você não acha que o português europeu é o certo e que a versão brasileira é uma fraude. 😉 O inglês britânico pode até ser mais chique (é a língua da rainha, after all!), mas não tem essa de certo e errado, gente. Libertem-se desses preconceitos, medos e achismos, por favor!

Então tá liberado falar errado?

Agora, por outro lado, tenha em mente que sotaque é diferente de pronúncia, falar certo é diferente de aceitar e assumir sua identidade como nativo do seu país de origem. Ninguém vai te corrigir se a comunicação for efetiva, mas ela precisa ser efetiva. Um exercício bacana, que dá para você fazer de várias maneiras, é assistir algum filme, série ou documentário no qual as pessoas falam um inglês que não é nativo. Assista e avalie se a comunicação rola fluida, se a pessoa tem erros de acurácia (gramática, colocações etc), se ela aparenta se importar com isso ou não, e o quão diferente é o sotaque dela. Uma boa sugestão de objeto de estudo para esse exercício é o documentário Wild Wild Country, da Netflix. No mínimo, vai te ajudar a treinar o ouvido.

Vamos conversar? Se você se sentir à vontade, conta pra mim aqui nos comentários se você se preocupa com seu sotaque? Tem algum outro aspecto da sua fala que te deixa envergonhado, ou sem jeito?

Você merece um tempo – 8 self-care tips ♡

Você merece um tempo

Por maior que seja a nossa motivação, por maior que seja a nossa vontade de atingir uma meta, somos todos humanos. Disso nós não podemos fugir. Eu tenho andado muito para cima e produtiva ultimamente, mas não vou negar que tem dias que eu acordo com vontade de passar o dia na cama. Quem nunca, gente? E está tudo bem.

Hoje, por exemplo. O post que eu deveria escrever estava planejado há tempos, mas eu não estou com a mínima vontade de escrevê-lo. Pode ser que o assunto não me interesse muito, ou já esteja um pouco saturado. Talvez eu esteja só meio desanimada. Ou talvez seja um pouco de tudo isso. Fiquei me martirizando por alguns minutos, tentando escrever algo que não rolaria de jeito nenhum. Até que parei para pensar melhor.

Geralmente, quando estou com esse humor, o que eu faço? Ou uma maratona na Netflix, ou termino de ler um livro (uma ideia ótima para hoje, já que estou com O Poderoso Chefão enrolado há semanas), ou vou ao cinema, ou ligo o Spotify e aumento o volume. Qualquer coisa que me distraia e me divirta. Ao longo desses quase trinta anos de vida, eu descobri que esses momentos de folga são essenciais.

Então, não se sinta culpada/o se não estiver afim de fazer nada hoje. Vou repetir: você merece um tempo. 🙂

Walt Disney, Katniss Everdeen, 30 Seconds to Mars, MRI, aula e B-School!

Esse é o meu cantinho de trabalho do ponto de vista do meu companheiro no crime. Cada dia ele está bagunçadinho de um jeito diferente, mas hoje foi assim que ele ficou depois da aula que eu dei às 7 da manhã. Aula online, uma das coisas mais mágicas que a tecnologia nos proporciona. A professora aqui, em Curitiba, e a aluna lááá na Bahia, em um fuso horário diferente! (Que volta a ser o mesmo hoje, ainda bem! Haha)

Eu tenho passado muito tempo trabalhando nesse cantinho nas últimas semanas

Mas nós também comemos nessa mesa. Foi aí que jogamos os card games quando recebemos nossos amigos na segunda de Carnaval. Carnaval esse que chegou, foi embora, e eu quase não me dei conta, porque o ritmo por aqui não diminuiu. Mas não ache que eu estou reclamando! Afinal,

e eu não acredito no “fazer” sem trabalho vinculado.

Ainda falei bastante sobre medos e coragem essa semana. Sobre enfrentar o medo paralisante quando ele chegar, ser maior e falar mais alto do que ele.

Também sobre dar aquele primeiro passo.

Mas, para fechar a semana em um tom um pouco mais leve, compartilhei uma das minhas músicas favoritas do Thirty Seconds to Mars, Do or Die. Essa é daquelas letras que dá vontade de tatuar na testa, para nunca esquecer de que o tempo é agora.

Dando continuidade ao post sobre prepositions of place da semana anterior, ontem eu lancei aqui a explicação sobre prepositions of time. Mamão com açúcar de entender!

E ensinei a falar ressonância magnética no How do I say in English?

Vocabulário adquirido de anos de Grey’s Anatomy! 😀

Além de tudo isso, hoje eu publiquei meu vídeo de inscrição para ganhar uma das bolsas para a B-School da Marie Forleo.

E é isso aí, chegamos a mais um fim de semana! 😀

Espero que a semana de vocês tenha sido incrível, e que a próxima seja ainda melhor!

Preposições – como falar de tempo

Na última semana eu expliquei algumas regras básicas das preposições IN, ON e AT para falar de lugares e distribuição espacial. Se você perdeu, ou se quiser relembrar, pode conferir o post clicando aqui.

Quando falamos de tempo, as regras são basicamente as mesmas

Para se referir a um mês, semestre, estação, temporada, ano, década, século… enfim, qualquer porção de tempo, usamos IN. É como se esses bloquinhos de tempo fossem a nossa caixa. Estamos nos referindo a algo que está dentro deles:

I was born in 1988.

I was born in December.

I was born in Summer.

Para se referir a um dia da semana, ou data, usamos ON. Pense nos dias como se fossem nossas “linhas retas”:

I was born on a Friday.

I was born on the 23rd.

Seguindo a nossa teoria do alvo, mais específico que o ano, o mês e o dia em que eu nasci, seria a hora. Então:

I was born at 7 am.

Certo? Recapitulando, do mais aberto para o mais específico:

I was born in 1988.

I was born in December.

I was born on the 23rd.

I was born at 7 am.

Existem também expressões fixas para falar sobre tempo:

I like to read in the morning.

I study in the afternoon.

I watch TV in the evening.

Morning, afternoon e evening são “caixinhas” de tempo, por isso usamos IN. Mas é errado falar “in the night”! Para a palavra night, nós usamos AT:

I work at night.

Claro, eu posso colocar alguma outra palavra antes de night, mudando a preposição:

She called me in the middle of the night.

Neste caso, usamos IN porque a palavra que está comandando a preposição é middle, que também funciona como “caixa”.

Outra expressão útil que leva preposição é on weekends. Na verdade, nós podemos colocar qualquer dia da semana aí:

On Mondays/Fridays/Saturdays etc.

O significado disso é frequência. Por exemplo, se eu disser:

On weekends I go to the beach.

significa que em todo fim de semana eu vou à praia.

Entenderam? 🤓

Deixem suas dúvidas nos comentários, e eu “vejo” vocês de novo na sexta que vem. 🙂

Gandhi, Route 66, Billy Joel, preposições, deusa, e muita reflexão!

Essa semana foi mais trabalhosa do que o normal.

Talvez por eu estar acumulando mais tarefas do que o normal. Mas foi uma semana de reflexão. Me disseram que é impossível abraçar o mundo, ou que até é possível, mas aí não conseguimos aproveitá-lo o suficiente. Well, I respectfully disagree, como boa capricorniana que sou. Se concordasse com esse ditado, não seria quem sou, não é mesmo? E acredito mesmo, do fundo do coração, que nós (sim, estou incluindo você aí que está do outro lado) temos que ser fortes o suficiente para dizer não e bater de frente com esse senso comum. Devemos isso a nós mesmos e aos nossos sonhos.

Segunda-feira começou com motivação do Gandhi lá no Instagram. É normal todos nos sentirmos sufocados com tanta coisa para fazer, e desmotivados até. Mas é importante manter o nosso foco, mesmo no meio desse turbilhão em que a rotina pode se transformar. É difícil, eu sei! Eu mesma luto contra ele diariamente e nem sempre ganho a batalha. Mas, bem ou mal, sempre consigo me levantar, e é isso que importa. Vamos indo, com medo mesmo, um passinho por vez. 🙂

Terça-feira teve uma das frases que mais me inspiram na vida, acompanhada de um quase textão, explicando minha história com ela. A essência? Vai, continua, presta atenção no caminho, aproveita a viagem. Mesmo se você ainda não souber direito para onde está indo, apenas vá.

Na Quarta eu também publiquei lá na fanpage o meu perfil no Tutor.id, para quem está curioso sobre as aulas, mas ainda não sabe se quer se comprometer financeiramente com os meus cursos. Na plataforma vocês podem marcar aulas avulsas comigo, só para colocarem os pezinhos na água e sentirem a temperatura. 😉

Quinta eu trouxe uma das minhas (e de muita gente também, eu sei!) músicas favoritas para ilustrar uma reflexão. Estou muito reflexiva essa semana! :p

Mas, papo sério, ouvi o audio book da Rafa Cappai essa semana, e foi um soco no estômago. Sabe quando nós ouvimos ou lemos alguma coisa e paramos para pensar “caraca, isso foi feito para mim!”? Pois é, pois é… o conteúdo da Rafa vem causando muitas borbulhas dentro de mim. Ainda bem!

Nesse dia eu também dei aula para algumas turmas pela primeira vez, e me deparei com um aluno que tinha MUITA coisa linda para compartilhar, embora ele achasse que não. Falei tudo sobre isso lá na fanpage.

Ontem rolou post aqui no blog sobre as temidas prepositions! Expliquei de uma forma bem simples e gráfica as regrinhas principais das preposições de lugar e espaço. Vale a pena ler se você está no básico, no intermediário, no avançado, ou até se você já fala inglês fluentemente. Afinal, errar preposição é muito mais comum do que qualquer um pensa. Corre lá para ler!

Também ontem eu ensinei a falar deusa in english lá no IG. Parece coisa boba, mas são as palavras mais simples que às vezes nos pegam de surpresa no meio de uma conversa.

Resumindo, foi uma semana de muito trabalho, muitas aulas, novos contatos, propostas de trabalho, milhares de ideias novas (não podem faltar!), alguns prazos atrasados (nada que não possa ser recuperado), alinhamento e realinhamento. E eu ainda fiz tempo para relaxar ontem à noite, indo ao cinema para ver The Post. (Meryl Streep continua sendo rainha da p*rra toda, by the way!)

Foi uma semana intensa, turbulenta, cheia de reflexões e bem boa por aqui. Espero que a sua tenha sido assim também. Bom carnaval, e até o próximo sábado! 🙂

Preposições – como falar de lugares e distribuição espacial

Existem muitas e muitas preposições

Muitas mesmo! Eu seria louca se tentasse explicar tudo de uma vez só por aqui. Vamos começar com as mais fáceis de serem confundidas?

Ótimo, vamos falar de in, on e at!

Pense em uma frase como um muro. Quais são as palavras principais, que carregam significado, sem as quais você não consegue comunicar o que quer? No caso da frase aí de cima, são Mary, drinks, water, bus. Estas palavras são os tijolos, as content words.

Agora, para unir todas elas, nós precisamos de uma massa, um cimento que deixe tudo no lugar. Entram em ação as preposições, os artigos, pronomes, verbos auxiliares… Palavras com pouco ou nenhum significado quando isoladas. No nosso exemplo, on e the. Nós as chamamos de function words.

Agora que já entendemos para que as preposições existem, vamos dividir elas em dois grupos: espaço e tempo. No post de hoje vamos falar só sobre espaço.

A mira aí em cima é a nossa distribuição espacial, okay? Quanto mais próximo do alvo eu chegar, mais específica é a minha localização. Ficou confuso? Vamos entender melhor com um endereço. Digamos que o círculo externo seja Curitiba:

Eu moro aí! Mas esse “aí” é muito grande, ainda não é suficiente para você me achar. Ajuda se eu te disser que moro na Rua das Flores?

A Rua das Flores é o círculo branco. Já diminui sua área de busca, mas ainda não está específico o suficiente. Então vamos lá, eu moro em Curitiba, na Rua das Flores, número 19. Consegue me achar agora? 😀

Adicionando as preposições:

I live in Curitiba. / I live on Flores Street. / I live at 19, Flores Street.

Pronto, agora você já sabe dizer onde mora usando as preposições corretas. Vale lembrar que IN é usado para bairros, cidades, estados, países, continentes etc., e que ON nós sempre usamos para linhas retas ou a ideia de linhas retas: rua, avenida, estrada etc.

Agora olhem esta imagem:

Ela nos diz que também podemos usar IN para nos referir ao interior de algo (caixas, cômodos, prédios…), ON para superfícies e AT para pontos específicos.

Vamos supor que você marcou de encontrar alguém no banco. Se você disse “meet me in the bank”, a pessoa vai te procurar dentro do banco. Agora, se você disse “meet me at the bank”, a pessoa vai te procurar do lado de fora.

Para finalizar, vamos falar sobre meios de transporte.

Quando eu entro em um carro, táxi, uber, o que seja, eu digo “I’m getting in the car.” Ao sair, “I’m getting out of the car.” In, porque eu me curvo, me abaixo de alguma forma para poder entrar. E out of, simplesmente porque out é o oposto de in.

E se eu entro em um ônibus, trem, metrô ou avião, eu não preciso me abaixar, certo? Portanto, digo “I’m getting on the bus”. E ao sair, “I’m getting off the bus”, porque off é o oposto de on. Simples assim!

Ufa! Gostou das dicas? Tem alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários para eu saber e poder te ajudar. Sexta que vem, falo de in, on e at com relação ao tempo.

Bom carnaval, bom fim de semana, be safe, e até mais! 🙂

OBS: o endereço Rua das Flores, 19 é absolutamente fictício, hehe.

Imagem de destaque: Kerstin Riemer

Resumo da semana no Instagram do Seriously English!

Minha mente vive a mil por hora

Sou daquelas pessoas que têm trinta ideias ao mesmo tempo. E haja tempo e post-it para colocar tudo em ordem e em prática! Mas essa dinâmica louca é o tempero da minha vida, e eu não gostaria que fosse diferente.

Aproveitando o espírito de ‘bora arregaçar as mangas, resolvi trazer aqui para o blog uma série de posts que inaugurei essa semana no Instagram:

Segunda-feira teve café. Tudo bem, todos os dias pedem café. Mas Segunda sem café é impraticável!

Terça-feira teve um dos meus quotes favoritos do meu escritor favorito. Essa frase dele define TANTA coisa na minha vida, que chega a ser estranho. É aquela sensação louca de “isso foi escrito para mim, só pode”, que só quem é leitor conhece. Delícia!

Quarta-feira teve a definição de hump day! A versão PG-13 da expressão. 😉

Quinta-feira teve Phil Collins e a música do Tarzan que faz todo mundo chorar. Beijo para quem ficou com ela na cabeça o dia todo!

E ontem teve a estreia de mais uma série que eu venho planejando há um tempinho. Sempre tive o costume de anotar as palavras novas que eu aprendo para ensiná-las aos meus alunos assim que a oportunidade aparece. O How do I say in English? é exatamente isso, só que em larga escala.

AMO aprender coisas novas e AMO transmitir esse conhecimento aos outros. Essa é basicamente a essência do Seriously English, e eu estou muito feliz e satisfeita por, finalmente, me permitir tirar tudo isso do papel. Sei que ainda tenho muito que melhorar, mas aos poucos os improvements necessários serão feitos. Assim mesmo, com o trem em movimento. Não poderia ser de outro jeito.

Espero contar com a sua companhia ao longo dessa viagem. Bom fim de semana!

Expressões, vocabulário e sotaque russo no trailer de Red Sparrow

No começo de Março estreia Red Sparrow

Operação Red Sparrow, no Brasil, é o filme novo da Jennifer Lawrence, dirigido pelo Francis Lawrence. É um filme de espiões, baseado no livro de mesmo nome, de Jason Matthews. Na história, Dominika Egorova é uma bailarina russa manipulada a entrar para a Sparrow School, uma escola de espiões do serviço secreto.

O livro (Roleta Russa, pela Editora Arqueiro) é o primeiro de uma trilogia. O segundo volume, Palace of Treason, ainda não tem tradução no Brasil, e o terceiro será lançado agora por Fevereiro ou Março, com o título The Kremlin’s Candidate.

Não li nenhum dos livros, mas gostei tanto do trailer que eles já entraram na minha wishlist! Vamos analisar uma fala do trailer:

Reparem que aos 40 segundos a diretora da escola diz o seguinte:

From this day forward you will become sparrows. Weapons in a global struggle for power.

From this day forward – a partir deste dia, de agora em diante, a partir de agora

Notem que o verbo become está no futuro: will become.

Will become o quê? Qual o objeto desta frase? Sparrows!

A palavra sparrow significa pardal, e é como eles se referem aos espiões russos nessa história.

E na última frase vemos como o serviço secreto vê os sparrows que cria: armas em uma luta global por poder (weapons in a global struggle for power). Então, weapons = armas, struggle = luta.

Pensando em quem está estudando inglês, este filme será interessante não só por todo o vocabulário lindo de espionagem, mas também pelos sotaques. No vídeo mesmo dá pra notar que a Jennifer Lawrence fala inglês com sotaque russo e americano, uma indicação de que eles vão brincar com essa diferença.

Não deixem de ir aos cinemas quando o filme sair! E assistam legendado, por favor!

Digam nos comentários quais outros trailers vocês gostariam que eu analisasse aqui no blog. 🙂

Happy Friday! 😀

Imagens: Fox Movies

Como aprender inglês sozinho?

Geralmente, os alunos me perguntam como eu aprendi a falar inglês.

A resposta vem com uma pitada de medo: sozinha. Medo, porque até hoje eu não tenho certeza de como as pessoas vão reagir. Afinal, eu já deixei de ser contratada por causa disso. Não porque não falava tão bem quanto outros teachers que tinham cursos completos, mas porque não tinha nenhum certificado para provar minha fluência. O que muitos sabem, mas nem todos tem coragem de falar, é que neste caso um pedaço de papel não garante muita coisa. Nacionalidade, muito menos. Mas essa é outra discussão.

Vamos focar no aprendizado. É possível aprender inglês, ou qualquer outra língua, sozinho? É possível sim. E eu sou prova vivíssima disso. Porém, não existe uma fórmula mágica, nem um cronograma de estudos milagroso. E o que funcionou muito bem para mim, pode não funcionar para você.

Motivação

É muito importante ter em mente o seu objetivo. Aonde você quer chegar com o inglês? Para que você precisa aprender o idioma? É importante ter essa skill no currículo, saber se comunicar quando você for viajar? É, com certeza. Mas essas não são motivações muito válidas. Qual é a sua área de trabalho? Dentro do seu mercado, falar inglês realmente te ajudaria a crescer na carreira, ou a ser contratado por uma empresa melhor? Você vai mesmo viajar para fora? A viagem já tem data, e as passagens já estão compradas? Pense bem na sua motivação.

Um bom exemplo de motivação fraca: faz oito anos que eu tento aprender alemão, e não consigo sair do básico. Eu quero aprender porque eu gosto da língua, acho legal e, algum dia na vida, pretendo viajar para a Alemanha. Mas não preciso falar alemão para trabalhar, nem tenho qualquer outro tipo de urgência. O que acontece, então? Essa não é a minha prioridade. Eu sempre acabo deixando os estudos de lado, porque outras coisas são mais importantes.

Se você não tiver bem claro na sua mente o seu objetivo final, o inglês nunca será uma prioridade.

Aprendizagem Tangencial

Agora que nós tiramos a motivação do caminho, vou contar o meu caso. Eu não consigo fazer conta sem calculadora e sou péssima para pensamento lógico. Em compensação, posso dizer que tenho uma facilidade grande com línguas em geral. Mas demorei uma vida toda para me dar conta disso. Assim como demorei para perceber que sabia falar inglês.

Sempre fui viciada em entretenimento: filmes, séries, música, livros etc. E, como sempre gostei muito do som do inglês, preferia o conteúdo nesta língua. Tirando as aulas na escola regular, que nunca ensinavam muita coisa (culpa do currículo, não da professora. Minha teacher era ótima!), e um ano em um cursinho de bairro quando eu tinha 8 ou 9 anos, eu nunca estudei em escola de idiomas. Eu não estava preocupada em aprender inglês, eu queria era ver os filmes com meu pai, ouvir e cantar junto com os Backstreet Boys. Mal sabia eu que, ao mesmo tempo que me divertia, estava internalizando aquele idioma. Funcionou? Sim! Mas eu só percebi que sabia me comunicar bem com mais ou menos 15 anos de idade. Não foi de propósito.

Se desafie

Claro, assim que eu fiz aquela descoberta, comecei a me testar, aumentando a dificuldade de tudo que eu fazia. Desliguei a legenda dos seriados, ou mudei algumas para inglês. Comecei a ler artigos e entrevistas em inglês, depois livros. Procurava oportunidades para conversar com gringos que de vez em quando iam visitar a faculdade. E foi só depois de começar a dar aula e encarar isso como a minha carreira, que eu comecei a estudar gramática a fundo. Saber usar as regras eu sabia, mas como explicar aquilo? Naquele momento sim, eu tinha uma necessidade urgente para me motivar.

O platô do intermediário

Uma queixa comum dos alunos de nível intermediário é: “faz x anos que eu estou estudando, mas não saio do lugar!” Isso é normal, e acontece com todos. É a mesma coisa de quando você começa uma dieta, perde um monte de peso nas primeiras semanas, mas depois parece que nem o regime, nem a academia estão mais dando certo. Nesse caso, o meu conselho é o que eu já falei acima: se desafie. Se você acha que estagnou, é porque é hora de aumentar o nível dos estudos. Algumas dicas:

  • Identifique as competências nas quais tem mais dificuldade e planeje seus estudos de acordo. Por exemplo, se você é pior no reading, vá ler coisas mais avançadas. Se o speaking for o problema, procure um parceiro de conversação mais avançado.
  • Verifique o que você sabe fazer em inglês com “can do statements”. Hoje em dia, a maioria dos livros didáticos e cursos são desenhados com base em can do statements. Eles são válidos para qualquer idioma e mostram o que se espera que um aprendiz de determinado nível consiga fazer. Por exemplo, “I can describe a past experience” ou “I can make a presentation about future plans”. Quando você sabe o que consegue ou não consegue fazer, fica mais fácil programar os estudos.

Obs: Os can do statements são organizados por diversos órgãos, e você pode achá-los facilmente buscando “can do statements” no Google. Qualquer dúvida, é só comentar aqui no post que eu ajudo.

Dicionários

O Google Translator é bom para traduzir uma palavra ou outra, caso o contexto em que você precise dela seja o mais comum. Mas, como acontece no português, muitas palavras em inglês têm mais de um significado. Eu sempre falo para os alunos tentarem entender a palavra no contexto em que ela aparece. É a maneira mais certeira de internalizar um vocabulário. Contudo, quando um dicionário for mesmo necessário, opte por um inglês-inglês, ou de sinônimos. Os meus favoritos são o Free Dictionary e o Thesaurus, além do Linguee, que traduz para o português, mas sempre mostra várias opções dentro de exemplos reais.

Priorize seus gastos. Se você precisa mesmo aprender, por que não pagar um profissional para te ajudar?

O último recado que eu quero deixar é esse. É possível aprender inglês sozinho sim, sem a menor dúvida. Porém, por mais que você se dedique e mantenha uma frequência boa de estudo, o processo será mais lento do que se você estivesse fazendo aulas. Se a sua necessidade pelo idioma for real e urgente, é mais vantajoso ir atrás de um professor particular ou uma escola de idiomas. Pense no quanto você quer/pode gastar e pesquise bastante sobre as metodologias seguidas e os métodos de ensino aplicados. Afinal, é uma escolha importante – você precisa fazer valer o dinheiro que vai investir na sua educação.

Espero ter ajudado e esclarecido algumas dúvidas. 🙂

Você pode conhecer mais sobre os meus cursos clicando aqui. Lembrando que, qualquer dúvida, é só deixar um comentário neste post, ou entrar em contato comigo através desta página.

Imagem destacada: StockSnap / gifs: giphy